Exportações de algodão batem recorde em junho
O algodão respondeu por 0,97% das exportações brasileiras
O algodão respondeu por 0,97% das exportações brasileiras - Foto: Canva
As exportações brasileiras de algodão atingiram em junho de 2026 o maior volume já registrado para o mês. Foram embarcadas 217 mil toneladas da fibra, alta de 63,4% em relação a junho de 2025. A receita somou US$ 350,6 milhões, avanço de 64,1% na comparação anual.
Segundo dados da Secex, divulgados pelo MDIC, o resultado reforça o ritmo forte dos embarques no primeiro semestre. Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã concentraram 71,1% do total exportado no mês. Bangladesh liderou as compras, com 21,7%, seguido por Turquia, com 17,7%, Paquistão, com 17,4%, e Vietnã, com 14,3%.
A Anea avalia que o desempenho também marcou o encerramento positivo do ciclo comercial 2025/2026. Mesmo após um início mais lento, o país registrou recordes mensais em sete dos 12 meses da safra e ampliou espaço em mercados estratégicos. Bangladesh e Turquia alcançaram volumes históricos de compras, enquanto a Índia mais do que dobrou seu maior resultado anterior.
“Apesar de um início de safra mais lento, em função de atrasos gerais, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da safra, outubro, novembro, dezembro, março, abril, maio e junho. “Foi uma safra muito boa, de ponta a ponta. Mesmo com um início mais fraco, o Brasil conseguiu exportar volumes expressivos, bater recordes em vários meses e ganhar espaço em mercados importantes para o algodão brasileiro”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs.
O algodão respondeu por 0,97% das exportações brasileiras em junho e ocupou a 17ª posição na pauta nacional. No agro, representou 4,31% dos embarques e ficou em terceiro lugar. A diversificação logística também avançou, com Santos ainda na liderança e maior participação de Salvador e outros portos. “Salvador tem se tornado um porto cada vez mais importante para o algodão brasileiro. Santos continua dominante, mas outros portos vêm ajudando a exportar a fibra nacional, o que é positivo para a logística do setor”, afirma o presidente da Anea.